A maneira como a empresa chega ao público é tão estratégica quanto as decisões financeiras e administrativas. Por isso, vale a pena dedicar e investir tempo e capital nessa empreitada. Com o planejamento, podem-se estabelecer meios para atração e retenção de clientes, além de avaliar o melhor custo-benefício para o negócio.

Uma gestão eficiente também exige alinhamento de todas as equipes. Um bom Plano de Marketing faz com que os colaboradores falem a mesma língua, reforçando a identidade corporativa.

Neste artigo, vou ensinar você a elaborar um plano de marketing efetivo. São nove dicas que vão te ajudar a alcançar Melhores Resultados para seu Negócio! Confira:

1. Alinhamento organizacional

Um bom plano de marketing não pode estar dissociado da identidade da empresa. Qualquer negócio que pretenda chegar ao sucesso deve ter um propósito e definir estratégias para alcançar seus objetivos. É necessário estabelecer valores institucionais e entender o que a marca oferecerá ao mercado.

Nesse contexto, também interessa conhecer a realidade socioeconômica do país, a legislação e as reais condições de investimento. Tudo isso torna o empreendimento não uma aventura, mas uma oportunidade de gerar emprego e renda para os colaboradores.

A comunicação deve refletir esses ideais norteadores do trabalho. Na dúvida, pergunte-se o que realmente importa para seu negócio: a qualidade do serviço? A busca por soluções inovadoras? O preço? O impacto social?

Vale lembrar aqui que: Qualidade é apenas commodity e altamente relativo. Calma, vou explicar! A qualidade de um produto ou da prestação de um serviço não é um diferencial e sim uma obrigação para qualquer negócio no mercado, além de ser algo relativo para cada pessoa! Por exemplo: Samsung e Apple fabricam excelentes smartphones, porém, há quem defenda que a qualidade do aparelhos da Samsung é melhor, como também há o contrário. Percebeu a relatividade de “qualidade” para cada pessoa? Por isso, ambas as marcas não vendem smartphones. (Sim, foi realmente isso que você leu!) Elas não vendem smartphones, ou computadores, elas vendem desejo. Elas transformaram sua marca e seus produtos em objetos de desejo para as pessoas. Então, se você vende apenas qualidade, qualquer outro negócio que também venda qualidade, pode bater de frente com você. Se qualidade, ou qualquer outra especificação técnica, forem os principais valores do seu negócio, sugiro que você repense a forma de apresentar seu negócio, produto ou serviço para seu público-alvo.

A resposta ajudará a moldar sua linguagem corporativa, ou seja, a maneira como a companhia se mostrará ao público. Nessa área, a tendência é adotar um posicionamento mais informal, mas nem por isso é necessário abusar do humor. Procure entender como é a comunicação do seu público-alvo.

2. Público-alvo

Para potencializar a atração de clientes novos, você deve saber não só o que falar, mas a quem dizer. Encontrar um nicho específico é uma forma de otimizar recursos, pois, assim, as campanhas serão mais direcionadas, aumentando as chances de conversão.

Há diferentes maneiras de estabelecer um perfil médio do seu consumidor. Uma solução é aplicar questionários breves com seus primeiros contratantes. Supondo que seu target (público-alvo) sejam empresários: Dessa forma, dá para saber se são micro ou grandes empresários, quantos funcionários têm, em que regiões atuam, qual sua faixa etária e o que esperam conquistar no longo prazo.

Com base nessas informações, você pode criar personas, que são “personagens” que resumem as características principais do(s) público(s) que se pretende atingir. Quanto mais dados à disposição, melhor. Por isso, também vale ficar de olho no trabalho dos concorrentes.

3. Análise do mercado

Essa tática é uma velha conhecida do mundo corporativo e tem até nome: benchmarking. Em linhas gerais, trata-se de observar os processos de outras empresas para alcançar um desempenho superior.

É claro que é importante conhecer os hábitos de consumo do seu próprio target. Acontece que muitos leads podem estar, justamente, na concorrência.

Nomes mais antigos – ou famosos – da indústria podem já ter ações de marketing consolidadas: campanhas bem-sucedidas, abordagem de vendas agressiva ou, então, um relacionamento duradouro com os clientes.

Espelhar-se em adversários não significa passar a perna nos outros e abocanhar todo o mercado para si mesmo. Esse conhecimento serve para elucidar aspectos como as necessidades do público, o poder aquisitivo dos compradores e as oportunidades de negócio nesse cenário.

Um benchmarking eficiente é aquele que aponta caminhos a explorar. A estratégia ajuda a elaborar personas mais factíveis. Pode-se determinar, então, quais segmentos serão mais rentáveis e em quais campos sua agência poderá jogar para vencer. O segredo é encontrar seu diferencial.

4. Identidade da marca

Além do alinhamento com os valores organizacionais, descrito no primeiro item, o planejamento de comunicação leva em conta objetivos mais específicos. Com o público-alvo identificado, é hora de delinear o que fazer: tornar a marca conhecida? Fomentar a atração de clientes? Fidelizá-los?

Novamente, deve-se pensar no posicionamento da empresa no mercado. A linguagem adotada, seja descolada ou séria, dará origem a uma personalidade percebida pelos demais players.

Se seu negócio desenvolve aplicativos para gestão de escolas, talvez seja interessante transmitir uma imagem mais adulta e neutra. Caso seu foco seja assessoria de imprensa para bares e casas noturnas, gírias, e até memes, poderão entrar na estratégia.

Qualquer que seja seu nicho, o importante é que todos os canais de comunicação estejam em sintonia. Site, redes sociais, mídias impressas e serviços de atendimento ao cliente precisam, sem exceção, manter a coerência. Um Twitter bem humorado junto a um Facebook mais sério, por exemplo, pode causar uma crise de identidade e confundir o público.

5. Escolha dos canais

A linguagem padrão ajuda a fortalecer a marca e torná-la viva na memória das pessoas. Porém, não é só isso. Ela vai ao encontro do perfil dos consumidores e deve, ainda, ser adequada aos canais oficiais de comunicação.

Mapeie os locais onde seu cliente em potencial está. Avalie se ele assiste à TV, se é atuante nas redes sociais ou se recorre a fontes ainda mais segmentadas. No B2B, é comum encontrar sites ou revistas especializadas, por exemplo. Há publicações para supermercadistas, microcervejeiros, donos de óticas e por aí vai.

Cumprida essa etapa, pense na mensagem que pretende passar e no formato que ela deve ter. Um blog é bom para divulgar novidades da área. O Instagram é ótimo para demonstrar produtos de forte apelo visual. Email marketing demanda um texto preciso. Transmissões Ao Vivo e Podcasts podem causar mais empatia e uma sensação de proximidade, impactando seu target de forma mais pessoal. Spots de rádio e comerciais de televisão têm abrangência maior, mas difusa.

Lembre-se: é essencial alocar os recursos com inteligência. Saber onde seu público-alvo está e como chegar até ele, irá tornar seus processo mais efetivo e garantir melhores resultados.

6. Orçamento

A escolha dos canais de comunicação oficiais depende diretamente do orçamento disponível. É preciso averiguar se o impacto das ações justifica o investimento.

Não se trata apenas do custo de um espaço publicitário num jornal de grande circulação, ou da verba para manter um site no ar. O capital humano é tão importante quanto o financeiro.

A execução de um plano de comunicação é mais eficaz quando há profissionais competentes. Cada qual cumpre sua função. O publicitário organiza campanhas e seleciona as melhores mídias. O assessor de imprensa dispara releases que podem virar notícia em algum veículo. O relações públicas atua como porta-voz.

Com o Marketing Digital, esses trabalhadores têm ganhado novas atribuições, como a gestão de redes sociais. Mas, é necessário prever a contratação de um profissional especialista em determinada área, quantas cabeças comporão a equipe. Os salários entram no cálculo.

O orçamento disponível ainda auxilia a estipular metas possíveis. Não adianta planejar um anúncio mirabolante se não existe gente ou dinheiro para executá-lo.

7. Plano de ação

Objetivos definidos, público-alvo identificado, canais elencados, equipe mobilizada. Agora vem a parte tática: as ações e as campanhas propriamente ditas.Uma boa precaução é trabalhar com uma janela de um ano e desenhar um cronograma. E existem duas razões principais para isso.

A primeira é combinar prazos para o início e o fim de cada estratégia. Dessa forma, preveem-se custos e estima-se o tempo que se levará até a comunicação dar o retorno esperado.

O segundo motivo para esse planejamento é antecipar oportunidades. No varejo, o calendário dita as promoções. Há as datas comemorativas clássicas, como Natal e Dia das Mães, mas também os períodos de volta às aulas, as mudanças de estação e até mesmo liquidações como a Black Friday.

A lógica é simples: o réveillon sempre cai na mesma data. Não tem por que inventar uma mensagem de fim de ano em cima da hora.

8. Flexibilidade

Embora antecipar-se seja estratégico para seu negócio, algumas situações são imprevisíveis. Os memes do Twitter, por exemplo, surgem e somem com muita velocidade, então as decisões sobre embarcar ou não na brincadeira devem ser rápidas – sempre respeitando a identidade da empresa, evidentemente.

No entanto, às vezes o caso fica mais sério. Crises institucionais – como reclamações de clientes, que repercutem e viralizam na rede – merecem o devido cuidado.

A equipe de comunicação também deve estar preparada para esses episódios. As boas práticas sugerem transparência, cordialidade e agilidade no atendimento. Um comunicado oficial, no site corporativo ou em veículos de imprensa, colabora para reforçar a confiança na marca, apesar das turbulências.

9. Avaliação dos resultados

Vamos combinar: depois de tanto esforço, o mínimo que se espera é atingir algum resultado, certo? Pois as métricas de avaliação devem ser definidas no planejamento. São os KPIs (indicadores-chave de desempenho, na sigla em inglês).

Você não precisa de ferramentas extravagantes. As estatísticas do Google Analytics ou do Facebook Ads já fornecem dados suficientes para ter esse parâmetro.

Se a ideia é aumentar a audiência do site, basta verificar se o número de acessos subiu durante a campanha. Caso o objetivo seja melhorar a qualidade do serviço, é oportuno realizar pesquisas de satisfação e solicitar feedback dos consumidores.

O acompanhamento dos KPIs é o que torna o plano de comunicação ainda mais eficiente. Quanto mais se conhece o comportamento do público-alvo, melhor se torna o relacionamento com a empresa. Dessa forma, você pode projetar metas cada vez mais ousadas e prosperar nos negócios.

 

Agora que já expliquei a importância de bom plano de marketing e comunicação, quero saber o que você achou das dicas! Deixe um comentário e responda: o que falta para o seu negócio alcançar Melhores Resultados? 😉